A categoria dos servidores do Judiciário realiza uma luta brava e digna, seja exigindo seu direito constitucional à reposição salarial, seja contra o aumento da jornada de trabalho, e também denunciando o nepotismo.A postura do TJ/RS tem sido de defender privilégios, já que tem assegurados gordos reajustes para a magistratura a partir de março de 2009. Nega aos servidores a reposição salarial (30% de perdas só nos últimos quatro anos) para fazer caixa para os seus próprios interesses. Ao mesmo tempo, encobre o nepotismo na casa, afirmando na imprensa a sua inexistência. Curiosamente, três dos denunciados, os casos mais escandalosos, foram exonerados. Mas as tais declarações de parentesco que passaram a exigir não asseguram o fim do nepotismo, já que os magistrados só são obrigados a preencher os formulários se forem citados nas declarações de CC’s, que, sendo parentes, perdem menos em não declarar.
Como o TJ responde às reivindicações dos servidores? Até agora não acenou para o atendimento das principais reivindicações, só a promessa de um índice não revelado, provavelmente só para 2009, e reajuste no auxíliorefeição. Quanto à questão do horário, obstrui as ações judiciais ajuizadas pelo Sindus, a pedido da Comissão de Representantes do 2º grau, na medida em que as liminares já cumprem o tempo inédito de dois meses sem serem julgadas.
Ao mesmo tempo, negam audiência solicitada em abaixo-assinado de mais de 400 assinaturas de servidores.
A única resposta do TJ foi a repressão
Vejam a que ponto o TJ age com leis próprias, por cima da Constituição.
Primeiro proibiram uso de camiseta da campanha salarial, em prática anti-sindical denunciada à OIT.
Depois proibiu a participação em assembléia geral, restringindo a um por departamento, o que contraria flagrantemente a Constituição Estadual.
A escalada repressiva prosseguiu, ameaçando de corte de ponto a quem participasse de paralisações.
Depois suspenderam os colegas Simone e Bira e iniciaram sindicância, motivada pelas denúncias feitas pelos colegas sobre o nepotismo no TJ.
Agora abrem sindicância contra os colegas Denior e Sadao por realizarem reunião no dia de paralisação estadual, alegando falta de autorização. Ora, isso vai contra o próprio conceito de greve e paralisação, pois, caso necessitassem de autorização, não existiriam.
Se alguém merecia ser punido é quem abusa de sua autoridade e tenta desmontar uma reunião no dia de paralisação, usando do assédio moral sobre os seus subordinados. Esse ataque à liberdade sindical é inconstitucional, e agravado pelo fato dos dois colegas serem representantes sindicais. Ressalte-se que, nem iniciada a sindicância, os colegas já estão punidos, pois foram relotados para outro prédio sem justificativa, retirando-os do local de
trabalho e da proximidade dos colegas que os elegeram representantes, e os colocal a cumprir tarefas não compatíveis com seus cargos.
É de se notar a forma com que os colegas punidos são tratados, como se fossem bandidos, tendo o Depto. de Informática trocado a senha de banco de dados, numa manobra técnica arriscada com repercussões negativas em todo o estado, dando a entender que poderia haver alguma sabotagem.
TJ quer pôr fim à mobilização e a organização sindical
Os trabalhadores do Judiciário não devem se abater pelas atitudes do TJ. É hora de acabar com a mordaça, pois precisaremos daqui para a frente cada vez mais de nossa capacidade de luta e organização, sob pena de serem esmagados os nossos mais mínimos direitos. É necessário que todos se levantem em defesa daqueles que estão sendo perseguidos, pois essa luta é de todos nós. O Sindjus tem a obrigação de se colocar à cabeça de uma campanha contra a repressão.
Além das inúmeras manifestações de solidariedade dos colegas, já os colegas já têm o apoio do Fórum do Serviço Público, que congrega entidades como CPERS e demais sindicatos de servidores públicos, assim como de centrais sindicais.
Com uma ampla campanha e a mobilização dos servidores podemos derrotar essas medidas ilegais e anti-sindicais de quem se diz guardião da legalidade e da democracia. Cada vez mais temos que contar com nossa unidade e mobilização, ainda mais com o início de uma crise internacional do capitalismo, que será jogada pelos governos nas costas dos trabalhadores.
Coordenação Nacional de Lutas
Mas que barbaridade!!! Farei chamada no blog sobre essa denúncia.
ResponderExcluirClaudia.