quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Foi em vão

No dia 28 de agosto, a Joalheria e Ótica Vison - na Protásio Alves, quase ao lado do Banco do Brasil - foi assaltada às 9h da manhã. O assalto resultou numa troca de tiros, duas pessoas feridas e o segurança da loja morto. Assisti à queda do segurança no quarto andar do prédio onde fica a Catarse. Nunca vou me esquecer o sentimento de insegurança cada vez que pensava que eu e o pessoal da Catarse praticamente passamos por ali todos os dias.

Por conta disso, houve uma mobilização dos comerciantes reivindicando mais segurança para esse trecho da avenida, já que, em apenas alguns metros, ficam 4 bancos, 2 joalherias, 1 lotérica, sem contar as outras lojas - farmácia, calçados, restaurante, ferragem, cafeteria... Um dos cartazes dizia que aquela morte não podia ser em vão.

Até que adiantou, porque nos dias subseqüentes alguns Brigadianos apareceram "plantados" ao lado da loja Salem (de propriedade da família Simon). Ronda, nem pensar. Era olhar de longe e bater o ponto. Não sei dizer o quanto isso durou, mas durou pouco e foi ineficiente, porque, 1 mês depois do acontecido, a mesma joalheria voltou a ser roubada, agora de madrugada.

E a pergunta fica no ar para os defensores dessa merda de governo estadual e dessa incompetente governadora e, principalmente, dos fãs desse bandido do Coronel Mendes: dá pra parar de bater em pobre e sem terra para começar a cuidar seriamente da segurança pública do estado?

sábado, 27 de setembro de 2008

Parabéns, Catarse!

Hoje, nossa cooperativa comemora 4 anos de vida. Sim! Muita vida!
Mas tudo começou há mais tempo. A Catarse vem de um outro embrião, uma outra cooperativa, mas uma mesma idéia.
Éramos um grupo de amigos obstinados em ter vida própria no "mercado" da comunicação, em ter uma revista de grandes reportagens. Nos unimos, mais de 20, e montamos a cooperativa.
Microcomputador da vó, lápis e canetas do pai, mesas de casa, aparelho de fax, tudo improvisado e colocado à disposição de todos. Muita energia gasta no vai-e-vem burocrático, nas instalações de uma sede inicialmente precária. Mas as coisas foram acontecendo aos poucos.
Executamos uma série de trabalhos interessantes, já estávamos materializados enquanto instituição, mas, pelo que se desenhava, não enquanto seres humanos.
Então, um grupo decidiu que era a hora de mudar os rumos da coisa. De maneira individualista e com visões distorcidas do que significaria um processo democrático articularam literalmente um golpe.
Marretearam nossas esperanças com raiva. Mas não nos sujeitamos a tal.
Ainda me lembro como se fosse ontem aquela noite. Aquela insólita reunião...
Preconcetos mil me mantinham calado do outro lado da mesa, a decisão já estava tomada a cada palavra carregada de ódio que eles vociferavam.
Ainda me lembro do que sentia quando peguei o telefone e chamei meu colega Jefferson para uma conversa logo depois.
"Deu, acabou!" - mas não o sonho.
O sonho permanecia vivo, nosso sangue borbulhava, nossas energias não foram gastas à toa! Nos reunimos, nos restabelecemos, nos organizamos e fundamos a Catarse.
Um grupo de 7 inquietos.
Hoje, observamos toda aquela história pré-Catarse como um grande aprendizado. Agradecemos, inclusive, àqueles seres de fraco caráter que nos permitiram desafios imensos, muito maiores do que aqueles que se colocavam no dia-a-dia do mercado da comunicação, que superamos sem fraquejar um segundo sequer.
Aqueles momentos serviram de fundação para o que hoje se materializa como realidade: a própria Catarse.
Hoje, somos o MST, os moradores de rua, a mística feminina, o gay, a lésbica, o transexual. Somos João e somos Miguel. Somos Bolívar e somos Cláudia. Somos Rodrigo, Graça, Fernanda, Eugênio, Daniel e tantos outros.
A Catarse é lágrima, tragédia, felicidade. São sorrisos, abraços, é discussão. A Catarse é luta por uma comunicação com responsabilidade.
É luta por seus - nossos! - ideais.
É força, é coletivo...
E, por isso e por muito mais, parabenizo a todos, aos meus colegas, por estes 4 maravilhosos anos!
Longa vida!!!





sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Ainda a Ulbra e os salários e a coleção de carros do reitor

Eu que achava que a PUCR$ era a pior privada universitária daqui...
Mas parece que não.
Faz horas que estamos noticiando os atrasos em pagamentos por lá.
Pois eis alguns dos comentários recebidos:


- Em todos os meses o salário atrasa, estamos fartos, o melhor mesmo é sair da empresa antes que seja decretada falência.

- e o carro novo do administrador....

- a "festinha" de aniverário do reitor não saiu por menos de R4 40.000 e quem pagou???? adivinhem

- He He! ainda bem que saí daquela bagunça! é uma vergonha, uma instituição do tamanho da Ulbra, não ter um pingo de considereção com seus funcionários! O Pessoal dos Hospitais tb estão sem os Salários novamente!

- É não é só a TV, os professores e funcionários da universidade tb estão com salários atrasados. Nos laboratórios não compraram materias e nos banheiros dos alunos não tem nem papel higiênico. O reitor desgraçado, achava que a ULBRA era um saco sem fundo, onde ele poderia roubar indiscriminadamente sem nunca faltar.. pensou errado

- Meu sobrinho trabalha na Ulbra e também esta com salário atrasado e 13 atrasado, e minha irmã que estuda lá também já constatou que não existe papel higiênico e até lâmpada esta faltando, no meu tempo não ligavam o ar condicionado, estava sempre "estragado" pode? Porque não vendem um pouco daqueles carros do museu para regularizar os pagamentos atrasados?

- OS carros ja foram vendidos...aliais penhorados..!! assim como predios e hospitais

- é uma absurdo...nós professores, e funcionários do Norte não podemos denunciar porque aqui todos são comprados, não nos dão satisfação é um absurdo.........estamos com salários atrasado, pessoas passando fome, necessidades....quem vem de fora...para esta lugar imagina...como esta a situação...nos ajude com as denuncia...propaguem no Norte a ULBRA ta pior ainda caros colegs......


Agora, o ultimato pra resolver em 72 horas, segundo o Sinpro/RS:

ULBRA - Justiça do Trabalho determina pagamento de salários em 72 horas

A Justiça do Trabalho de Canoas deferiu, no final da tarde da última quarta-feira, 24, a Antecipação de Tutela requerida pelo Sinpro/RS para garantia do pagamento dos salários de agosto aos professores da Ulbra no Rio Grande do Sul. A Ulbra foi notificada da decisão na manhã desta quinta-feira, 25.

A decisão do juiz substituto da 3ª Vara do Trabalho de Canoas, Rodrigo Tonon, determina que a Ulbra efetue o pagamento de agosto dos professores no prazo de 72 horas, sob pena de multa no valor de R$ 100 mil por dia de atraso, reversível ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), sem prejuízo das multas incidentes por força da Convenção Coletiva de Trabalho.

“Esta decisão, no entendimento do Sindicato dos Professores, que desde o dia 8 de setembro vem insistindo com o Judiciário Trabalhista, representa um elemento adicional à pressão política que vem desenvolvendo para que a Ulbra dê prioridade absoluta ao pagamento dos salários dos professores de todos os campi no Rio Grande do Sul”, avalia Marcos Fuhr, diretor do Sinpro/RS.

Nem todos os podres são Gremistas...

No Diário Gauche:

A compra de dois imóveis de luxo levou o deputado estadual Luiz Fernando Záchia (PMDB) a ser investigado pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Rio Grande do Sul por suspeita de enriquecimento ilícito. A informação está na Folha, de hoje. Ex-presidente da Assembléia Legislativa gaúcha e ex-chefe da Casa Civil da governadora Yeda Crusius (PSDB), Záchia é o coordenador da campanha à reeleição do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB).
As suspeitas recaem sobre a compra de um apartamento em Porto Alegre e de uma casa no município de Xangri-lá, balneário 130 km ao Norte da capital. Nenhum deles está registrado no nome do deputado.

Pesquisa

Do genial Kayser.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

CPERS no Piratini e o cão de guarda se manifesta

— Eles trancaram a via. Vamos tentar dispersar o grupo, mas caso eles não saiam, vamos prendê-los — afirmou Coronel Mendes.


TV divulga nova gravação de suposto golpe contra Chávez

Caracas - A televisão estatal venezuelana divulgou ontem novas gravações telefônicas em que militares da ativa e da reserva falam sobre tirar do ar os meios de comunicação estatal. Esses militares são suspeitos de tramar um plano para derrubar o presidente Hugo Chávez. "Não haverá eleições, essas eleições (as regionais, de 23 de novembro) nós adiaremos", diz também um dos militares suspeitos.
Em outra gravação, uma voz identificada como do general Wilfredo Barroso Herrera, ex-chefe do Estado Maior da Guarda Nacional, diz que quanto às comunicações do governo, "é preciso destruí-las", mas quanto às privadas, é preciso preservá-las, aparentemente para divulgar suas mensagens.

Não foram divulgadas nem a procedência nem as datas das gravações. Os venezuelanos estão bastante divididos entre os que acreditam que os radicais, respaldados pelos Estados Unidos, conspiram para assassinar o presidente, como afirma o governo, e os que rechaçam essa versão.

Até agora foram detidos cinco pessoas acusadas de envolvimento no plano, incluindo militares da ativa e da reserva. Promotores militares interrogam outros suspeitos no caso.
(AE-AP)

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

O que anda acontecendo com o capitalismo?

A vida de Carlos Marighella

Na sexta-feira filmamos a estréia da peça de rua da Terreira da Tribo na Praça da Alfândega.
Mesmo por detrás das lentes, foi emocionante.
No sábado, fomos assistir à beira lago, no Gasômetro.
Mais lágrimas...
Impressionante como se superam a cada nova obra.
Kasandra, Canudos, Missão...

Abaixo segue texto e fotos do companheiro Luix Costa, do blog Brasil Outros 500.

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Um espetáculo lindo
Uma obra espetacular
Grandiosa em todas as dimensões.

O Amargo Santo da Purificação

Em 1980 a Terreira da Tribo de atuadores Oi Nós Aqui Traveiz já existia e tentou montar peça teatral baseada no livro Em Câmara Lenta, de Renato Tapajós, com o titulo “O Amargo Santo da Purificação”. Não conseguiram. A censura militar não deixou.

Ao retornar à idéia de representar o período seguinte até ao atual, o grupo retoma a obra proibida, seus textos, e encontra um personagem que poderia ser a linha de coerência destas últimas décadas da história do Brasil. E, ao contar a história da vida de Carlos Marighella, voltam até Getúlio e avançam aos dias atuais. Marighella é teatro de rua cantado em seus próprios versos, musicados de forma que aprofunda sua poesia.

O guerrilheiro, entretanto, foi apresentado ao Oi Nós em um bar de Salvador, em 2003 quando excursionavam com o espetáculo A Saga de Canudos e encontraram a viúva de Marighella, Clara Charf, e o filho dele, Carlos, que cantou a debochada e alegre Marcha do Cacareco.

Paulo Flores, atuador do Ói Nóis - Carlos Marighella se tornou uma referencia para o Ói Nóis. O exemplo dele levou a resistência armada. Ao pensar em contar a história deste período, pensamos em Marighella e resgatamos o título da outra peça que foi censurada nos anos 80. Quando estivemos na Bahia, conversamos com o neto dele que nos apresentou ao pai, filho de Marighella.

Depois, conversamos com Clara Chaf que nos apresentou o livro Rondó da Liberdade, de Marighella. O eixo principal de toda a peça são os poemas dele, que foram musicados.

Pedro de Camillis, atuador do Ói Nóis – Marighella é exemplo de ser humano. Um comunista que hoje parece diferente porque amava o povo. A trajetória dele é exemplar.

Quando terminou a apresentação primeira da peça, o público que a acompanhou numa ida e vinda, no espaço de cerca de 100 metros da rua dos Andradas, ou Rua da Praia, na Praça da Alfândega, estava todo com as emoções em frangalhos, esgotando o físico e ao mesmo tempo leves e livres.

Procurávamos nos recompor, especialmente buscando a respiração para conseguir falar uns com os outros, pois só quando a peça terminou é que conseguimos nos ver. Até então, centenas de pessoas, andando de um lado para o outro, só conseguimos ver os atuadores jogando suas incríveis interpretações dos personagens que iam contando a história d’O Amargo Santo da Purificação.

Olhos molhados, olhávamos em volta e para cima, sob a sombra das árvores e o amarelo do sol do meio dia. A impressão era de abandono. Porque terminou se já estávamos ficando viciados em algo tão bom. Mas terminou porque os signos teatrais indicaram e as palmas explodiram em vivas, vivas, vivas. E, através dos olhos embaçados, procurávamos identificar as pessoas conhecidas.

Mas o prenúncio de que aquilo iria acontecer ocorreu um pouco antes. Não era só a platéia que estava emocionada. Olhos de uma das atrizes, ao cruzar com os meus, indicava a situação de aperto no peito.

Eles fazem muito isso com o público. Olham para as pessoas que estão na rua assistindo.

A atriz, acho, também estava emocionada, olhos marejados.

Muitos foram e ficaram porque sabiam que haveria o espetáculo.

Muito, muitos estavam passando, apressados, alguns no horário do almoço, outros apenas fazendo outra coisa quando foram ficando em torno, correndo de um lado para outro, se envolvendo com o enredo, já participando sem saber, fugindo de um soldado da ditadura, mas procurando outro lugar para olhar para trás e continuar vendo o espetáculo que fazia parte, mas também assistia.

Quando tudo terminou, só percebemos o que aconteceu quando procuramos fôlego para falar com as pessoas que conhecíamos e as encontrávamos tão desestruturadas quanto nós, falando pausadamente, procurando respirar para ser compreensível.

E aí, Jefferson, e aí, Têmis, e aí, Brizolinha?
Povo que chora junto
Jamais será vencido.

Consumo de papel


Montanhas de papel. Crescente Injustiça from WRM on Vimeo.

Barraco

Do Kayser:

sábado, 20 de setembro de 2008

Caixa-preta do judiciário brasileiro

Integralmente retirado do blog Ainda a Mosca Azul (que trouxe do blog do Paulo Henrique Amorim):


"A maior falcatrua do judiciário brasileiro"
GILMAR MENDES E A MAIOR FALCATRUA DO JUDICIÁRIO BRASILEIRO

O Conversa Afiada recebeu o e-mail que se segue.

O autor não quer se identificar.

Caro Paulo Henrique,
Antes de mais nada, parabéns pelo seu trabalho.

Diante de tudo que está ocorrendo no âmbito do Judiciário, o material que você tem produzido adquire uma importância extraordinária, para evitar as trevas que alguns rábulas de província, guindados a altos cargos, querem impor ao País.

Veja, há vários pontos obscuros na atuação do sr. Gilmar Mendes, além do que você e outros poucos têm denunciado.

Primeiro, a respeito dos habeas corpus concedido por ele ao empresário Daniel Dantas. O assunto pode ser considerado superado, mas é bom voltar ao tema. O sr. Gilmar Mendes não respondeu -- e a mídia não se esforçou em perguntar -- quais os números dos habeas corpus negados pelo TRF-3 e pelo STJ ( só após a referida denegação é que o STF poderia se manifestar). Informou apenas que os trâmites legais se deram. Não é o bastante. É um engodo de que já havia habeas corpus negado pelos outros dois tribunais.

O presidente do STF passou duas semanas a justificar a concessão de habeas corpus ao sr. Daniel Dantas, invocando o Princípio da Presunção de Inocência. Agora, diante de uma simples denúncia de revista, já elege culpados e quer chamar o Presidente da República " às falas"? A presunção se inverteu?

É bom lembrar que, quando o STF permitiu a violação de correspondência dos presidiários, embora a Constituição vede expressamente e sem exceções tal conduta, fê-lo sob a alegação de que " nenhum direito constitucional é absoluto" e que " a Constituição não se presta a proteger crimes"( palavras de GM e Marco Aurélio, respectivamente).

Mas no caso de Daniel Dantas, o direito constitucional passou a ser absoluto de novo e apto a proteger crimes ( afinal, ele poderia escolher que tipo de provas e indícios de culpa quisesse, entre documentos, confissões, filmagens e gravações autorizadas).

A sociedade brasileira precisa exigir os números dos habeas corpus denegados pelo TRF-3 e pelo STJ,Se não houver, é supressão de instância, nulidade da decisão do Sr Mendes, suspeição para votações futuras e crime de responsabilidade por fraudar competência inexistente. E ele deu a concessão do HC sem ler as 4 últimas páginas da decisão do juiz, como denunciou a sub-procuradora geral da República.

Logo, com base em que podia alegar que não havia motivação para a prisão? Como é que ele aceita analisar uma cópia da decisão judicial de primeira instância fornecida pela defesa em que não constava sequer a assinatura do juiz? Por que não pediu a sentença original? Isso é a maior falcatrua da história do Poder Judiciário brasileiro. Mas essas inconsistências têm que ser demonstradas uma a uma, não genericamente.

Outro detalhe importante: assim como ele rejeita provas, filmagens, depoimentos e indícios evidentes de crime para poder soltar acusados de colarinho branco, não seremos nós que aceitaremos sua palavra como suficiente no caso do suposto grampo revelado por uma revista semanal, o qual gerou e tem gerado tanto celeuma. Basta a palavra do ministro do Supremo? Ele é tão poderoso que pode falar sem apresentar provas?

A imprensa, a OAB e o Ministério Público não deveriam estar se perguntando -- e perguntando ao ex-advogado geral da União que mandava seus subordinados desobedecerem o STF -- por que Mendes tem seguidamente atendido pedidos feitos por autoridades e até ex-autoridades por telefone? A Lei Processual permite isso? A Lei Orgânica da Magistratura permite? Essa farra de atender pedidos para utilizar sua influência junto a juízes e Polícia Federal_ o que é proibido_ e ainda mais por telefone. Quem sabe o sr. Gilmar Mendes divulga seu número de telefone para todo o Brasil...

Aliás, esse é um bom mote para uma campanha: divulgação do celular dele para todos os brasileiros poderem ligar e pedir a ele favores no âmbito do Judiciário!

Lembremo-nos de que, além do caso em que Demóstenes Torres lhe pedia verbalmente, por telefone, que interferisse junto a um juiz que havia concedido habeas corpus para testemunha não depor em CPI ( o que o presidente do STF jamais poderia fazer, eis que, jurisdicionalmente, não é superior a nenhum outro magistrado no país), há ainda o caso de Carlos Mário Velloso.

Este, convocado para depor na PF como suspeito, ligou para GM, pedindo-lhe que interferisse junto à PF para não depor, por ser ex-Ministro da Suprema Corte. Ora, e desde quando a Constituição contempla com foro privilegiado ex-autoridades? A deferência é ao cargo, não à pessoa. Mesmo assim, Gilmar entrou em contato com a Polícia Federal de Belo Horizonte e esta permitiu a Velloso marcar dia, hora e local do depoimento.

Ainda há tempo para virar o jogo. O Poder Executivo não tem que se curvar ao Judiciário. Há pouco tempo, faziam tudo, menos julgar. Agora julgam, num processo claro de usurpação de poder de judicialização da política no Brasil. Já estamos com saudades do passado recente.

Mais da Ulbra

17 de setembro de 2008

Na tarde desta quarta-feira, dia 17, a Ulbra, em resposta aos contatos mantidos pelo Sindicato dos Professores, informou que os salários de agosto dos professores dos campi de Canoas, Guaíba, São Jerônimo e Santa Maria, que recebem pelo Banco do Brasil, estavam sendo depositados.

Quanto aos docentes que recebem seus vencimentos pelo Bradesco, de acordo com o diretor jurídico da Ulbra, Dr. Domingos Góes, a expectativa é que os depósitos sejam efetivados nesta quinta-feira, dia 18. Também foi manifestada a expectativa de que o pagamento dos salários dos professores dos demais campi seja efetivado proximamente.

O Sinpro/RS lamenta o tratamento desigual dispensado pela Ulbra aos seus professores e informa à categoria que manterá sua atuação no sentido de pressionar pela regularização plena e imediata dos salários.

Justiça do Trabalho – Foi realizada também nesta quarta-feira a audiência, na 3ª Vara da Justiça do Trabalho de Canoas, relativa ao pagamento da antecipação do 13º salário e das multas pelos atrasos nos meses de março, junho e julho de 2008. Conforme entendimento da magistrada, a apreciação da tutela antecipada (determinando o imediato pagamento do 13º salário), requerida pela terceira vez pelo Sinpro/RS, só será apreciada após o deferimento de prazo de 10 dias à Ulbra para que ela se manifeste sobre todos os pedidos, bem como, sobre os documentos juntados pelo Sinpro/RS.

Outra Ação Coletiva, ajuizada pelo Sindicato no dia 8 de setembro, também está tramitando na 3ª Vara do Trabalho, postulando o imediato pagamento dos salários de agosto de 2008. A audiência inicial foi marcada para o dia 2 de outubro. Nesta ação, o juiz Rodrigo Almeida Tonom indeferiu a tutela antecipada que requeria o imediato pagamento dos salários. Uma petição foi distribuída na data de hoje, requerendo que a Ulbra seja imediatamente notificada acerca dos pedidos do Sinpro/RS e, não juntando os comprovantes de pagamento dos salários, a instituição seja compelida, judicialmente, a efetuá-los. Sobre este pedido, ainda não há decisão.

Professor, fique em sintonia com o Sinpro/RS e aguarde novas informações.

Direção Colegiada

fonte: Boletim do Sinpro

Atraso dos salários na Ulbra

As respostas da direção: "As principais causas, segundo o Dr. Reginaldo Bacci, advogado e consultor contratado pela instituição, são a falta de negativas de débitos junto à Receita Federal, a retração do mercado financeiro em virtude da crise mundial (!!!) e os altos índices de inadimplência dos alunos. O referido profissional enfatizou a gravidade da situação da instituição e a disposição de uma revisão profunda do modus operandi administrativo da Ulbra, bem como revisão de todos os contratos. E manifestou interesse em um novo patamar de relacionamento com as entidades sindicais representativas das categorias empregadas pela instituição."

O salário do Reitor também atrasou?!

fonte: Boletim do Sinpro

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Parte do Manchester United é, agora, do governo dos EUA

O "socialismo" pros ricos de George W. Bush tornou parte de um dos maiores clubes do mundo propriedade estadunidense.
Mas que tal?

Empréstimo da Yoda = buraco sem fundo

A oscilação de 20 centavos do dólar comercial, pra cima, nos últimos dias, significa o que para o empréstimo de 1 bilhão que essa ydiota fez com o neo-FMI, o Banco Mundial?!
Que estrupício, consegue ser pior que o Esgotto...

Os sonhos de Mendes: massacre de camponeses

Do Terra Magazine (fazendo regorgizar um certo coronel "ai, por que eu não nasci boliviano?!"):


106 camponeses estão desaparecidos após o massacre em Pando

A Federación Sindical Única de Trabajadores Campesinos de Pando, departamento onde pelo menos 15 pessoas foram vítimas de massacre cuja autoria intelectual é atribuída ao governador Leopoldo Fernández, divulgou lista com nomes de 106 pessoas desaparecidas há uma semana.(...)

Os camponeses relataram ao Defensor do Povo o desaparecimento de crianças que acompanhavam seus pais na marcha em direção à Cobija, capital de Pando, no dia 11 de setembro. Eles acreditam que alguns desaparecidos possam ter sobrevivido refugiando-se na floresta, mas que foram perseguidos e assassinados por funcionários do governo de Pando, a mando do governador, que se encontra preso em La Paz.

- Nós não temos a menor dúvida: o massacre foi muito bem planejado por Leopoldo Fernández e executado por subalternos dele no governo, aliados políticos e sicários brasileiros. Existem provas e testemunhas de que eles conduziram uma caminhonete até Porvenir, que estava carregada de balas, metralhadores, pistolas e fuzis. O que aconteceu foi uma matança organizada de gente pobre comprometida com a mudança pacífica de nosso país. O massacre não pode ficar impune - afirmou Manoel Lima (foto), que trocou um cargo de diretor sindical por um cargo federal na Unidade de Desenvolvimento Integral da Amazônia.(...)


Vídeo, fotos e muito mais texto, clique aqui.