quinta-feira, 17 de julho de 2008

Derrota no Recife

Resultados como este, de ontem, são como divisores de água em um campeonato de pontos corridos.
Eles definem as pretensões com que o time seguirá à medida que o calendário avança e o aproveitamento de pontos se estabiliza.
Ao findar dos terços do certame, já é possível tranqüilamente ver quem são as equipes que vão lutar pelo caneco, quem vai ficar no limbo e quem vai se estrebuchar até o final para não cair.
E estamos chegando ao término do primeiro terço.
Nosso Tricolor, aos trancos e barrancos, consegue permanecer na zona de classificação à Libertadores, mas teve alguns tropeços que fazem crer existir uma pequena ambição.
O principal deles, já de início, foi a permanência de um treinador que não pertence sequer ao 3º escalão dos treinadores brasileiros.
Um homem que trabalha, sim, mas que tem um entendimento muito limitado sobre futebol.
Celso Roth arma, inicialmente, equipes seguras.
Os começos de seu trabalho parecem ser sempre promissores, mas a seqüência é horrível e suas escalações parecem arremedos de idéias táticas, fazendo o time parecer literalmente perdido em campo.
Normalmente ele substitui muito mal e orienta os jogadores de maneira esdrúxula, dependendo da situação.
E foi o que ocorreu ontem, no Recife.
Um resultado que se soma ao empate com o Flamengo e à derrota para o Vasco no roll daqueles que nos tiram da jogada para alcançar o título.
Sim, pois quem for vencer este torneio não perderá pontos para os risíveis times de Vasco e Sport, mesmo fora de casa.
Aliás, irrita muito esse discurso: "Ah! Mas tá bom... É fora de casa".
Este tipo de argumento é que mantém a pequenez de nossa ambição.
É preciso criticar fortemente, sim, o resultado de ontem, quando o Grêmio se mostrava nitidamente superior e cedeu o empate se acovardando em campo, ao invés de manter a volúpia e a vontade de atacar.
Quem foi o responsável por essa postura?
Roth, é óbvio.
A minha sincera torcida é a de que o Tricolor se supere mais pra frente para balancear esses maus resultados e, quem sabe, belisque o seguidamente ajudado e não-prejudicado Flamengo.
Mas, analisando, a manutenção deste tipo de treinador nos dá um escopo muito frágil de tabela - diria que ficaríamos entre a 8ª e a 15ª colocação.
E trocá-lo agora poderia fragilizar ainda mais essa situação, visto que seria complicado "achar" um bom técnico neste momento da temporada...
Ou seja, estamos nas mãos (pés) dos jogadores.
Tomara que Orteman seja um líder e efetivamente um jogador inteligente, que, junto a Tcheco, possa tocar as coisas dentro das quatro linhas com a maior independência possível - resta aí a minha esperança.
Tomara que Souza jogue pela ala direita, bancando um dos piores jogadores do nosso plantel definitivamente.
Tomara...
Ontem, Roth deixou escapar o resultado pelo ralo.
Fez de tudo para tomar gol, foi nítido.
No duelo de dois dos piores treinadores do Brasil, reinou absoluto.
Nelsinho agradece.

2 comentários:

GremistaFanático disse...

Legal esse blog aqui, completo, o autor esta de parabens, eu ja me tornei um leitor assiduo. Valeu

Jorge Vieira disse...

Guga!

Vaticinei que até a décima rodadada o Roto caia, não caiu. Durará até quando? Nem imagino. A aposta era de estar do meio para baixo, estamo na parte de cima. Poderia estar melhor? Poderia.

Contra o Cruzeiro será uma prova em relação ao futuro. Se ficarmos entre os quatro será uma conquista.

Vejo duas coisas positivas: não estamos deprimidos pela campanha e a gestão do Odone está no fim. Tomara que uma nova liderança (que não a Fala Liderança) nos traga novas esperanças.

Acredito em um recomeço, novas figuras, fora Roto e Odone e disputas de títulos.

Em resumo, a coisa não está mal (convenhamos, lamentavelmente, é o que nos resta).

E como afirmas: Jmaias nos Matarão.