quarta-feira, 23 de abril de 2008

Mais do mesmo (pro Renato Russo se revirar na cova)

Pois os tempos no Grêmio não mudaram.
São os mesmos.
Infelizmente, depois dos vitoriosos anos Felipão, a casa caiu e não voltou mais a ser bem levantada.
Uma engembrada após a outra e apenas 2 títulos importantes desde 1996 (se considerarmos 1997, porque dava para excluir esse ano, pois o time era praticamente o mesmo do Felipão, daí ficaríamos apenas com 2001).
2005 foi uma FAÇANHA EXTRAORDINÁRIA, não um título importante.
Alguma semelhança pelas redondezas?
São 12 anos, então, e duas Copas do Brasil.
12 anos e as mesmas pessoas se revezando na direção.
12 anos e para 20 faltam apenas 8...
1979 encerrou uma era no Rio Grande do Sul.
E iniciou uma derrocada impressionante de um time que tinha tudo para alcançar as estrelas do céu do futebol internacional e que por incompetência administrativa só não afundou mais em razão de costuras políticas e ações de bastidores em federações locais, na CBF e com outros clubes (vide caso Paysandu).
Isso mostra que incompetência mesmo era no trato com o futebol, porque para várias outras coisas...
Então, de 1979 a 2005 foram 26 anos.
26 anos e um único título importante.
26 anos e as mesmas pessoas se revezando na direção.
Nesse meio tempo, surgiram novos ricos na cidade, famílias se tornaram tradicionais, pintaram novos líderes no cenário político do estado, mas o time...
Pobre torcidinha... Amargurava decepções e mais decepções.
Gozação nos colégios, nas ruas, na arquibancada.
Foi preciso uma mudança radical no rumo administrativo e um planejamento de clube de futebol para os louros cruzarem avenidas da cidade e caírem nas cabeças daqueles que fazem, hoje, a maior história futebolística que a beira-lago já viu.
Alguma semelhança na derrocada?
Novos ricos, lideranças políticas proeminentes...
E futebol?!
Nada!!!
Mudança já!
Que os políticos se retirem dos quadros diretivos do Grêmio.
Que surjam novos nomes, novas visões, novos projetos.
Que o FUTEBOL seja o fim, e não o shopping-center...

2 comentários:

Arthur Bretz disse...

"só não afundou mais em razão de costuras políticas e ações de bastidores em federações locais, na CBF e com outros clubes (vide caso Paysandu)."

E isso serve para o Grêmio.
Em 2003, como o próprio presidente do Corinthians lembrou ao chegar para o jogo do ano passado, o tal do "timão" entregou o jogo em 2003.
E o jogo contra o Criciúma? Até o hoje em SC eles falam que o Criciúma entregou aquele jogo.
E a CBF amiga em 1992, que revolveu aumentar o número dos times da série em 93 para que o Grêmio não ficasse mais uma vez na segunda, já que sem o aumento o Grêmio não subiria.
Lembra? Talvez você seja novo para lembrar isso.

Quanto ao resto, tudo certo. Acho que o Grêmio está indo pela caminho do Internacional, sim. Quando eu ouço os dirigentes tricolores fazendo discursos lindos sobre a força da camiseta, força da torcida, tradição etc. e nada de formarem bons times e nada de organizarem o clube de forma racional e sem "desvios" e falcatruas, eu penso no Inter dos anos 90, em que os dirigentes eram absolutamente incompetentes mas não perdiam a pose. Nos anos 80 a coisa foi ruim mas ainda tinha bons times. Nos anos 90 é que a coisa virou tragédia mesmo: Bravata + Pernas-de-pau + Roubalheira.

Um abraço.

Guga Türck disse...

Uma coisa não exclui a outra, mas vamos lá:
2003 - essa eu não duvido;
Criciúma - eu fui naquela invasão azul a Criciúma. Foi simplesmente sensacional! E o time do Grêmio era BEM melhor do que os catarinenses. Jogo normal;
1992 (lembro, sim) - a CBF resolveu aumentar o número de times que subiriam no ano seguinte bem antes de o Grêmio sequer estar ameaçado de rebaixamento - e isso é interessante, porque do jeito que falam até parece que fizeram isso pro Grêmio... A confederação fez subir 12 clubes para, paulatinamente, descer mais times nos anos seguintes do que subir, para, ao final de alguns anos, fechar o campeonato com 20 clubes. Claro que logo ali, na tal da Copa João Havelange e com o Fluminense na terceirona, não deu certo. Abriram-se as portas da esperança e subiu até o Juventude nessa...

O lance é que o interzinho sempre teve mais força política que o Grêmio - e isso é notório. Se for falar em âmbito da FGF, então, bah! Fica difícil comparar.

Sobre o restante, o interessante é que esses períodos de crise sempre procedem períodos de intenso sucesso no futebol. Quando o Cacalo assumiu depois do Koff naquela década de 90, o Grêmio vendia mais camisetas no mundo do que o Barcelona! Teve o caso Ronaldinho, com o Guerreiro... Nossa! Coisas muito estranhas com o cofre Tricolor tem acontecido nesses últimos anos...

Abração!